Proteção da natureza na Tailândia: 5 boas notícias que trazem esperança
Nos últimos anos, a Tailândia viu renascer várias espécies e ecossistemas frágeis. Descubra 5 boas notícias que trazem esperança para sua biodiversidade.
06 fev. 2026
Nos últimos anos, cientistas, ONGs, comunidades locais e autoridades tailandesas multiplicaram os esforços para restaurar ecossistemas fragilizados e proteger espécies ameaçadas. E a boa notícia é: esses esforços estão dando frutos. Retorno de grandes predadores, redescoberta de animais que se acreditava extintos, proteção reforçada dos oceanos ou transformação de terras agrícolas em refúgios para a biodiversidade… a natureza tailandesa demonstra uma capacidade de resiliência notável quando lhe é dada a oportunidade.
Aqui estão 5 boas notícias concretas para a fauna e flora tailandesa que renovam a esperança!
1. O número de tigres selvagens em aumento
Por muito tempo símbolo da fragilidade da fauna asiática, o tigre indochinês (Panthera tigris corbetti) é hoje o centro de uma história notável de renascimento no reino de Sião.
De fato, a Tailândia é hoje o único país do Sudeste Asiático onde a população de tigres selvagens está em aumento. Um avanço notável em uma região onde a espécie às vezes desapareceu completamente...
Segundo a WWF, o país abrigaria atualmente entre 179 e 223 tigres selvagens, principalmente no vasto Western Forest Complex, um conjunto de florestas protegidas no oeste do país. Imagens recentes de tigres acompanhados de seus filhotes confirmam também que a reprodução está bem em curso na natureza.
Esse sucesso repousa sobre vários pilares bem concretos:
- patrulhas anti-caça intensificadas;
- uso de armadilhas fotográficas e tecnologias de monitoramento para acompanhamento científico;
- restauração das populações de presas com liberação de numerosos cervos-do-sambar nos parques nacionais como os de Mae Wong e de Khlong Lan, por exemplo;
- proteção aumentada das florestas;
- e trabalho de longo prazo com as comunidades locais.
O tigre, espécie guarda-chuva por excelência, protege indiretamente todo um ecossistema florestal. Seu retorno é, portanto, um indicador forte da boa saúde das florestas tailandesas.
2. O gato-de-cabeça-chata redescoberto após mais de 30 anos
É uma história que comoveu a comunidade científica internacional. Em 2024, um gato-de-cabeça-chata, um dos felinos mais raros do mundo, foi fotografado na Tailândia pela primeira vez em mais de 30 anos quando se pensava que estava provavelmente extinto. Isso foi possível graças a armadilhas fotográficas instaladas em uma zona úmida protegida do sul do país: o Princess Sirindhorn Wildlife Sanctuary.
A primeira observação foi seguida de outras vinte, como a Franceinfo explica: "os pesquisadores do Departamento tailandês de parques nacionais e a organização Panthera conseguiram fazer 29 observações desde o início do seu estudo em 2024". A espécie foi até observada com um filhote, sinal de que está se reproduzindo novamente em seu habitat natural.
Essa redescoberta não significa que a população seja grande — a espécie ainda é classificada em perigo crítico de extinção em escala global — mas demonstra que preservar os ecossistemas (como as turfeiras e mangues, que servem de habitats essenciais para esse felino discreto), mesmo sem certeza imediata de resultado, pode permitir que a vida selvagem retorne onde não era mais esperada.
3. Espécies de cetáceos adicionadas à lista de espécies protegidas
Boa notícia também dos oceanos tailandeses. O governo tailandês aprovou a inscrição de 3 espécies de mamíferos marinhos na lista de espécies selvagens protegidas, com o objetivo de reforçar a conservação da biodiversidade marinha.
Aprovado em setembro de 2025, esse projeto de regulamento ministerial segue uma proposta do ministério dos Recursos Naturais e do Meio Ambiente. Diz respeito especificamente às baleias-jubarte, baleias de Bryde e golfinhos de Risso.
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Esses animais agora serão protegidos pela Lei BE 2562 relativa à preservação e proteção da fauna selvagem, que proíbe a caça, comércio, importação ou exportação dessas espécies sem autorização especial, limitada a fins zoológicos. Sua posse também está sujeita à obtenção de uma licença.
— Trecho do Bangkok Post
Esse reconhecimento oficial é tanto mais importante quanto as observações de baleias se multiplicam nas águas tailandesas, sinal de que certos ecossistemas marinhos permanecem suficientemente ricos para acolher essas espécies emblemáticas.
4. Tubarões libertados nas águas do sul para restaurar os recifes
No sul da Tailândia, programas de conservação relançam as populações de tubarões para proteger os recifes de coral. Os tubarões-bambú, predadores essenciais para o equilíbrio dos ecossistemas marinhos, são criados em viveiros em Khao Lak e Phuket antes de serem liberados progressivamente no mar de Andamão. Sua presença contribui para regular as populações de peixes e invertebrados, favorecendo assim a saúde e resiliência dos corais.
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Como superpredadores, os tubarões-bambú regulam as populações de pequenas criaturas que, de outro modo, poderiam explorar excessivamente os recifes. A equipe da Oceans for All explica que a morte dos recifes rasos é frequentemente devida à ausência de predadores ao invés da poluição.
— Trecho de um artigo da Mongabay
Ao todo, mais de 200 filhotes de tubarão-bambú já foram reintroduzidos desde 2018. E isso não vai parar por aí: programas similares agora visam os tubarões-leopardo, maiores e ameaçados. Esses últimos devem ser libertados nas águas ao largo de Phuket e depois no golfo da Tailândia.
Esses projetos não se limitam à libertação dos animais: incluem também monitoramento científico das populações, treinamento de pescadores locais e sensibilização das comunidades para reduzir riscos de aprisionamento em redes. Embora o caminho seja longo, essa abordagem demonstra que intervenções direcionadas e baseadas na ciência podem contribuir para a restauração sustentável dos ecossistemas marinhos.
5. Parcelas agrícolas transformadas em zonas de biodiversidade natural
Para finalizar, alguns dos maiores sucessos ecológicos ocorrem longe dos parques nacionais. No norte do país, particularmente no distrito de Mae Chaem (província de Chiang Mai), projetos apoiados pela WWF Tailândia permitiram transformar parcelas agrícolas degradadas em zonas ricas em biodiversidade natural.
Segundo a WWF, esses projetos de agrofloresta favoreceram o retorno de mais de 120 espécies de plantas locais, misturando árvores indígenas, plantas medicinais e culturas de subsistência. Essas iniciativas melhoram também a fertilidade do solo, armazenam carbono e oferecem às comunidades locais rendas mais sustentáveis, enquanto criam verdadeiros corredores ecológicos.
As parcelas transformadas favorecem assim o retorno de insetos polinizadores e criam verdadeiros corredores ecológicos, contribuindo para a resiliência dos ecossistemas diante das mudanças climáticas.
Isso demonstra que é possível conciliar agricultura e conservação, e que até mesmo terras modificadas pelo homem podem se tornar zonas vitais para a vida selvagem.
Esses 5 exemplos concretos renovam a esperança e nos lembram que cada esforço, por menor que seja, pode fazer uma grande diferença.
Visite o blog Sawa Discovery para descobrir outras informações inusitadas ou notícias sobre a Tailândia.
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Florine Dergelet
Redatora web há mais de 10 anos, Florine Dergelet é uma viajante motivada pelo desejo de descobrir o mundo com o coração aberto. Cada um de seus artigos é um convite para desacelerar, escutar, compreender. Pois para ela, viajar não é marcar países em um mapa, mas tecer laços (frequentemente invisíveis mas sempre poderosos) com lugares, povos e todas as criaturas do reino animal. Seu credo? Aconselhar viajantes com ética, despertar sua consciência sobre o bem-estar animal, o respeito às culturas e a importância de um turismo humilde e sustentável. Porque as mais belas memórias nascem frequentemente longe dos holofotes, na sombra de uma trilha, à beira de uma conversa, ou no sussurro discreto de um mundo que finalmente nos damos o tempo de escutar…

